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domingo, abril 21, 2024
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Conselho do bem-estar animal recomenda fim das doações de filhotes nas feiras

A equipe da Secretaria Municipal do Meio Ambiente participou, nesta semana, representando o secretário Waltinho Sucupira, de reunião ordinária do Conselho Municipal de Proteção e Bem-Estar Animal realizada na sala de reuniões da Prefeitura, para tratar de sobre a doação de animais nas feiras do produtor e a alimentação de gatos no cemitério município, entre outros temas constantes da pauta.

O conselho municipal reúne representantes do governo e da sociedade civil para discutir, estabelecer normas e fiscalizar as ações de proteção e bem-estar animal, bem como receber e encaminhar aos órgãos competentes denúncias de maus-tratos e práticas que afetem a integridade e a qualidade de vida dos animais. O prefeito Celso Pozzobom é defensor da atuação dos conselhos, que representam a comunidade e têm papel importante na definição de políticas públicas.

No caso da doação de filhotes de cães e gatos nas feiras, o problema apontado foi a falta de procedência, de critérios e garantias, bem como as condições sanitárias. “Não tem como saber se aqueles filhotes foram vacinados, se estão bem tratados e livres de doenças”, explicou a presidente do conselho, Regiane Pereira.

Da mesma foram, continua a presidente, “não sabemos se os bichinhos serão bem cuidados pelos novos tutores. Por isso, o conselho deliberou pela proibição da doação de animais nas feiras. Pessoas interessadas na adoção devem procurar a Saau (Sociedade de Amparo aos Animais de Umuarama), que tem critérios bem específicos e animais com a sanidade garantida”, recomendou.

Outro problema levantado na reunião foi a alimentação inadequada de gatos que vivem no interior do cemitério. A questão é o tipo de alimentos que algumas pessoas têm levado, que colocam a saúde dos animais em risco, provocam mau cheiro no ambiente e proliferação de insetos.

Tem gente que leva sobras de comida que acana estragando, devido ao calor. Além de fazer mal aos gatos (provocar diarreia e infecção), ainda atrai baratas e outros insetos, que por sua vez atraem escorpiões. Sem falar na água parada que muitos deixam no cemitério, em recipientes plásticos para os animais. Isso acaba favorecendo a reprodução do mosquito da dengue”, reforçou a diretora do Meio Ambiente do município, Fernanda Periard Mantovani.

Esses problemas podem comprometer, inclusive, a licença ambiental obtida com muito trabalho pela Administração de Cemitérios e Serviços Funerários (Acesf), para o funcionamento do local. “Quem se preocupa em alimentar os gatos deve pensar também na saúde deles. O ideal é levar apenas ração, e em pequenas quantidades. A água os animais encontram no local”, recomenda.

O conselho deliberou que vai solicitar o apoio da equipe da Saau para captura, avaliação e medidas de controle populacional dos gatos, como esterilização, já que há mais de 60 animais da espécie no interior do cemitério.

 

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