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domingo, abril 21, 2024
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Novo Liraa aponta alto índice de infestação do mosquito transmissor da dengue

O segundo Levantamento de Índice Rápido para Infestação de Aedes aegypti (Liraa) realizado neste ano, entre os dias 4 a 8 de março, mantém o nível de alerta para o risco de epidemia de dengue. O serviço de Vigilância em Saúde Ambiental apurou um índice de infestação predial de 2,2% nos imóveis da cidade – quando o aceitável, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) é de até 1%. Incidência alta de mosquitos e a circulação do vírus (mais de 450 casos confirmados) são fatores que, combinados, potencializam o risco de uma explosão de casos.

Até a Defesa Civil Estadual vem disparando mensagens de texto alertando a população quanto ao perigo da dengue. “Defesa Civil: Risco de alta incidência de dengue na sua região. Elimine os criadouros do mosquito. Faca sua parte. Dengue mata!”, diz o texto encaminhado para milhares de números de celular em Umuarama e localidades próximas.

A Vigilância Ambiental, os agentes de combate endemias e voluntários da Defesa Civil farão um esforço concentrado com bairros com maior infestação para conter a proliferação do mosquito, a fim de reverter o quadro.

“Mas é fundamental que a população nos ajude e faça a sua parte, mantendo seus quintais limpos e eliminando os criadouros, que podem estar nos vasos de plantas, potes para animais, armazenamento de água da chuva, calhas, brinquedos espalhados pelo quintal, pneus, garrafas e recipiente diversos”, alertou o secretário municipal da Saúde, Edson Souza.

A situação é grave em oito localidades, onde foram encontradas larvas do mosquito em mais de 5% dos imóveis visitados. Os bairros mais críticos são o Parque Tarumã, com índice de infestação de 13%; os jardins Lisboa e Panorama (12,5%), o Conjunto Verde Vale (11,5%); e o Jardim Canadá (10%). O quadro também é sério no Parque Bonfim (9,6%), Jardim San Gaetano (8,7%) e Jardim Alto da Glória (5,7%).

Em 19 bairros a infestação predial varia entre 1,5% a até 4,2% e nas 35 demais localidades não foram encontradas larvas do mosquito transmissor da dengue, zica vírus e da febre chikungunya – ou seja, índice de 0%. Conforme a OMS, infestação de até 1% é considerado baixa risco de disseminação da dengue, já de 1% a 3,9% (caso de Umuarama, hoje) a indicação é de alerta com médio risco.

Considerando as unidades básicas de saúde, que concentram vários bairros em suas respectivas regiões, a situação mais grave é da UBS Jardim Panorama, com infestação em 7% dos imóveis visitados, seguida pela UBS 1º de Maio (5,2%), San Remo (4,2%) e Parque Industrial (3,9%). Em dez unidades de saúde o índice variou entre 0,6% e 3,3% e em quatro UBS não foram encontrados focos do mosquito (Bem-Estar, 26 de Junho, Posto Central e Jardim São Cristóvão).

MAIS DE 450 CASOS

Com dados do boletim que acompanha a evolução da dengue referente à semana de 3 a 9 de março, divulgado nesta segunda-feira, 11, subiu para 456 o total de casos acumulados em Umuarama no atual ciclo epidemiológico (iniciado em 30/07/2023). Na última atualização foram 203 novos casos, sendo 41 positivos dentre as 171 notificações registradas na semana passada e casos de semanas anteriores que foram confirmados neste boletim.

Umuarama acumula hoje 2.636 notificações de suspeita de dengue, das quais 1.066 foram descartadas, 456 foram confirmadas e 1.114 seguem em investigação. A UBS com maior número de casos positivos é a Jardim Panorama (95), seguida pela UBS San Remo (41) e pelas unidades Posto Central e Guarani/Anchieta, com 40 casos em cada.

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