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segunda-feira, maio 27, 2024
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Palestra sobre transtorno do espectro autista é apresentada a famílias do Cras I

Psicólogo Renato Victorino Delgado abordou o tema em homenagem ao Dia Mundial de Conscientização do Autismo

Segundo estudo de 2024 da agência americana CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças), 1 em cada 36 crianças tem diagnóstico fechado de TEA (Transtorno do Espectro Autista) – em 2004 esse número era de 1 a cada 166, ou seja, em 20 anos houve um aumento de 361%. E para abordar esses e outros assuntos relacionados às pessoas com autismo é que o Cras I (Centro de Referência em Assistência Social) de Umuarama organizou um encontro na noite desta quinta-feira (4) no Ceju (Centro da Juventude), que contou com a presença de representantes de cerca de 20 famílias que participaram de palestra com o psicólogo Renato Victorino Delgado.

Ele expôs que a prevalência de pessoas com TEA vem aumentando progressivamente ao longo dos anos, principalmente porque hoje em dia existem mais condições e profissionais que podem oferecer um diagnóstico preciso. “Em 2004, o número divulgado pelo CDC era de 1 a cada 166. Em 2012, esse número estava em 1 para 88. Já em 2018, passou a 1 em 59. Em 2020, a prevalência divulgada estava em 1 em 54. Além do número de crianças autistas ter crescido, o diagnóstico também está mais tardio. Esse fato é importante, pois quanto mais cedo começamos o acompanhamento e tratamento, melhor será o prognóstico no futuro”, comentou.

Rogério Angelo da Silva, assistente social coordenador do Cras I, explica que a atividade oferecida é uma Ação Comunitária do Paif (Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família) em homenagem ao Abril Azul e ao Dia Mundial de Conscientização do Autismo, comemorado em 2 de abril. “É uma forma de materializarmos a luta para transformarmos a sociedade, esclarecendo mitos para que as pessoas sejam menos preconceituosas com relação ao TEA. É fundamental prepararmos campanhas, palestras e eventos comunitários para incluir e respeitar essas pessoas com suas particularidades”, argumenta.

O palestrante, que é especialista em Análise do Comportamento Aplicada (ABA), é diretor e supervisor do Instituto Pequeno Planeta e docente no curso de Psicologia da Unipar (Universidade Paranaense), detalha que a palestra, destinada às famílias moradoras do território referenciado ao Cras 1, teve como objetivo levar conhecimento e orientações sobre o TEA. “Buscamos contribuir para a troca de experiências entre as pessoas participantes. Estamos sempre na luta para que o acesso ao tratamento se intensifique e para que todos tenham uma melhor qualidade de vida. Há sempre a necessidade de pensar em mais intervenções voltadas a todas as idades e de modos de adaptações da sociedade como um todo para ocorrer uma melhor inserção da pessoa com TEA”, analisa.

FAMÍLIAS PARTICIPATIVAS

As ações comunitárias realizadas pelo Paif são espaços em que as famílias interferem e influenciam na construção da vida pública nos seus bairros, na medida em que contribui para o acesso à informação sobre direitos, conforme explica o coordenador do Cras I (que fica no bairro Parque Dom Pedro). “Abordamos vários temas, como aprendizagem de práticas democráticas, manifestação de interesses comuns, capacidade de formular reivindicações e formas de organização e associativismo para defesa de interesses coletivos”, detalha.

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