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quarta-feira, agosto 17, 2022
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Não há casos de varíola do macaco em pacientes de Umuarama, afirma Saúde

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) descartou nesta terça-feira (19) a possibilidade de que o paciente internado em Umuarama estivesse com varíola do macaco. O homem, morador de Xambrê, estava sendo tratado no Hospital Uopeccan e recebeu resultado negativo para monkeypox após as amostras coletadas terem sido encaminhadas ao Lacen (Laboratório Central do Paraná) e, de lá, para o Instituto Butantan, em São Paulo.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, há mais um caso na cidade sendo investigado pela Sesa. Trata-se de um homem que mora em São Paulo e veio passear em Douradina. Ele está internado em isolamento no Hospital Uopeccan. “As amostras já foram colhidas e enviadas para o Lacen, que é responsável pela articulação com o Ministério da Saúde para envio ao laboratório de referência para casos desta doença, em São Paulo. O resultado sai em média com 14 dias”, relata o secretário Herison Cleik da Silva Lima.

Os casos de monkeypox (conhecida popularmente como varíola dos macacos) já contam com 10 diagnósticos positivos, todos registrados em Curitiba e todos os pacientes são homens, com idades entre 25 e 38 anos e possuem histórico de viagem ou contato com caso confirmado. “A transmissão dessa varíola se dá por fluidos corporais – saliva e relações sexuais, por exemplo. Pode-se também ser contaminado pelo contato direto com as lesões e com materiais contaminados, como roupas de cama e objetos de uso pessoal”, explica.

O secretário de Saúde indica ainda que o paciente deve ficar isolado, tanto nos hospitais quanto em suas residências. “A instrução que recebemos é de um isolamento de 21 dias, que pode ser feito no próprio domicílio do cidadão, assim como feito nos casos leves e moderados na covid. A varíola do macaco é uma doença viral e a transmissão entre humanos ocorre principalmente por meio de contato com lesões de pele de pessoas infectadas”, observa.

Ele esclarece que a infecção causa erupções que geralmente se desenvolvem pelo rosto e depois se espalham para outras partes do corpo. “Há vários relatos de casos em que as erupções começam nas partes íntimas. Vale ressaltar que os principais sintomas, além das lesões na pele, envolvem febre, dor de cabeça, dores musculares, dores nas costas, linfadenopatias (doenças nos gânglios linfáticos), calafrios e fadiga”, resume.

O secretário acrescenta que a porta de entrada para tratamento dessa infecção pode ser pela unidade básica de saúde ou no Pronto Atendimento. “Nossas equipes estão preparadas para poder atender da melhor maneira possível todos os cidadãos”, finaliza.

Fonte: Assessoria

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